Black View - 14.10.2013 Henrique Crobelatti


Humilde e com uma consciência absurda sobre o que é o skate, Henrique vem traçando seu caminho de uma maneira muito elegante e chamando a atenção de muita gente. Um cara que se desenvolve bem em qualquer área, seja em transição ou no mais puro street.

 

Com vocês, Henrique Crobelatti, dono de um skate moderno e basudo.

 

texto e fotos Caetano Oliveira

 

 

Como surgiu a ideia de fazer esta entrevista?

Mano, o da hora de fazer essa entrevista é que estamos fazendo essas fotos faz um tempo já, viajando e tal… Mas, até então, não sabia o que ia rolar com o material. Agora tá aí.

 

E você gostou do resultado?

Gostei bastante. Tem foto minha de dois, três anos atrás e umas que fizemos esses dias.

 

Bs feeble.

 

O que você aprendeu na viagem pra Europa?

Mano, a trip pra Europa foi a melhor! Todo dia aprendia alguma coisa nova; não só relacionado ao skate, mas cultura também. Conheci pessoas novas com pensamentos diferentes… Acho que lá eu tive uma visão diferente do skate e me adaptei muito mais com o skate de lá.

 

Além do skate, rendeu umas gringas? Perdeu o cabaço?

Como assim perdi o cabaço?!

 

Hahahaha! Vai saber, né?

Tem muita mina… E sim, rendeu! Hahahaha!

 

Feeble to grind.

 

Falando sério agora: se eu tivesse ido com você, teria rendido umas três entrevistas, certo?

Certeza, mano! Fiquei dois meses, imagina se você tivesse colado… Mas filmei algumas coisas legais. Não tudo que eu queria, porque não tinha um videomaker só pra mim, mas eu me virava com meus amigos.

 

Então quer dizer que vem parte por aí?

Tem sim, uma toda em HD. Filmei aqui com o Horse (Rafael Galvão) e tem umas imagens de lá com o Omar, mas ainda estou pensando em como soltar… E agora o foco é filmar pro vídeo da Future. Tenho pouco tempo, mas quero me dedicar bastante. O vídeo sai em março de 2014.

 

Fs smith.

 

Você trabalha atualmente? Acha que, com outro trabalho, o nível de skate cai?

Não trabalho, tô terminando a escola e faço curso de inglês. O bom é que tenho uma família que me dá essa liberdade. Mas já estou com 18 e uma hora começa a pesar, né? Quero trabalhar e andar de skate sempre, independentemente de qualquer coisa. Mas, com certeza, trabalhando o nível de skate acaba caindo.

 

Sua família te apoia? Qual a sua relação com seu pai e por que todo mundo conhece ele?

Sim; apoia até onde dá, né? Hahahaha! Mas sempre falando sobre trabalho também. Acho que a galera conhece meu pai por ele me acompanhar quando eu era menor. Meu pai é sangue e está sempre comigo, me dando boas ideias pra eu progredir.

 

Fs grind.

 

Isso é importante. Qual a foto que você mais curte?

O fs rockslide em Brasília. Faz um tempo já; a gente viu aquele cano, mas ninguém tinha andado nele e a foto ficou da hora.

 

Com quem você anda direto? Qual a sua turminha?

Hahahaha! Na real, não tenho muito disso, mas quando estou aqui por perto eu ando na pista, tenho meus amigos e a gente se diverte. Mas lá em Barcelona morei um tempo com uma galera, aí tinha a nossa turminha.

 

Flip.

 

Quero nomes.

Hahaha! Mano, citar nomes é chato. Do I really need?

 

Não! Por que você não diz que anda sozinho e se auto intitula “skatista solitário”?

Hahahahaha!

 

Fs lipslide to noseblunt reverse.

 

O que você acha que o skate te trouxe? Seja profundo.

Mano, o skate é meu estilo de vida. Vejo o skate como arte, não sou muito fã de robozinhos. Skate é muito grande pra se fechar em uma coisa só. Ele me trouxe o lifestyle que eu quero viver.

 

Como você se imagina com 39 anos? Vai estar marretando no melhor estilo Reynolds, ou vai se tornar aquele velho profissional pidão sem aposentadoria?

Com quase quarentão? Hahaha! Já quero estar trabalhando em algo relacionado ao skate. Não vou andar para sempre, por isso estou estudando. O skate é uma fase, mas aprendemos coisas que levamos pra vida toda.

 

Qual a sua relação com campeonatos?

Acho uma merda! Skate é livre… Já corri muitos campeonatos, mas não curto mais aquela parada de “um minuto, valendo”. É zuado.

 

Fs rockslide.

 

Você tem um skate moderno. Quais suas influências e qual o cara que mais gosta de ver andando atualmente?

Minhas influências no skate sempre foram os caras mais velhos, tipo o Chupeta e o Formiga, por respeito e pelos caras estarem andando muito até hoje. O skate que mais gosto de ver atualmente é na rua, sendo criativo e se divertindo.

 

Eu te conheci com 14 anos, e agora você já está com 18 e continua com a mesma voz. Já foi no médico ver isso?

Hahahaha! Minha voz é um pouco fina, mas também não exagera.

 

Nós da Black Media esperamos que consiga sucesso, mulheres, lanchas e riquezas graças a essa entrevista. Quer agradecer alguém?

Quero agradecer a todos os meus amigos que estão nas viagens comigo, minha família que é minha estrutura e todos que me ajudam no skate: Fabinho, Felipão, Ivan e o Serginho. Valeu pelo suporte!

 

 

[GALERIA] – Veja as fotos em tamanho maior clicando no canto superior direito.

 

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